terça-feira, 20 de julho de 2010

CASTELO THUN - VAL DI NON

O Castelo Thun foi construído na idade média e nele morava a família do conde Thun. Sofreu vários incêndios, mas foi sempre reconstruído pela família. Sigismondo Thun, orador imperial do Concílio de Trento morou nesse castelo, que foi habitado pela mesma família até 1992, quando foi adquirido pela Província Autônoma de Trento. Passou por um restauro que durou 18 anos e em abril deste ano foi reaberto à visitação.





Logo ao se entrar nele, encontra-se uma capela dedicada a São Jorge.



O castelo possui duas cozinhas: uma medieval, que se vê abaixo, que se conserva como foi concebida e uma mais nova, onde se cozinhava até que ele foi vendido.



Em todos os três andares do castelo, há móveis e utensílios em perfeito estado de conservação.









domingo, 11 de julho de 2010

TETOS DOS MUSEUS DO VATICANO

Os tetos das salas e corredores dos Museus do Vaticano são de uma beleza ímpar. Esta é uma pequena amostra deles.




















sexta-feira, 9 de julho de 2010

TEXTO SOBRE NOSSA VIAGEM II

Amigos
Este é o segundo texto sobre nossa viagem, publicado hoje no Comércio do Jahu. Espero que gostem.
Abraços
Wal

DE VOLTA ÀS ORIGENS II
Maria Waldete de Oliveira Cestari
O bem mais precioso que se pode adquirir numa viagem é cultura. Foi isso que todos nós trouxemos em nossa bagagem, nós que fomos à Itália, de volta às nossas raízes, à terra de nossos antepassados.
Andando pela Itália por cidades grandes, pequenas, vilarejos; por vales, lagos e montanhas, a cultura e a história entraram em nossa alma por todos os sentidos, porque se viu, se ouviu, se respirou, se provou e se sentiu tudo o que faz parte da sua identidade, que também é nossa, oriundi. Isso nos causou muitas emoções.
A história e a cultura do país são preservadas graças ao sentimento que une o povo às suas tradições e à valorização e conservação de seus usos e costumes; de seus prédios, monumentos; de suas músicas, danças, comidas; de sua memória, do legado de seus antepassados. Isso ocorre normalmente na Europa, onde se tem a plena consciência de que um povo sem memória é um povo sem futuro, é um povo sem identidade. Nada é derrubado e tudo é conservado, restaurado, cuidado, limpo, respeitado, valorizado e orgulhosamente apresentado e mostrado a todos. Ainda falta muito para nós brasileiros atingirmos esse patamar de conscientização. Infelizmente.
Em várias cidades pelas quais passamos vimos grandes e pequenos trabalhos de restauro e um fato marcante aconteceu em Fondo, uma pequena cidade de apenas um mil e quatrocentos habitantes, no Val di Non, o maior vale do Trentino, hoje em franco desenvolvimento graças à formação de cooperativas que produzem e comercializam maçãs.


Andando pelas ruelas, chegamos à igreja de San Martino, que foi aberta ao culto em 1858 e restaurada recentemente; sua grande porta de madeira da entrada, impecavelmente envernizada, se encontrava fechada.

Nós nos dirigimos a um rapaz que ali estava e para nossa surpresa, falava português. Era brasileiro, o baiano Cássio.


Ele nos contou que há alguns anos atrás participou de um curso de restauro em Salvador, ministrado por um especialista italiano. Ele se destacou entre os alunos e foi convidado para fazer um estágio na Itália. Em 2008 foi contratado para restaurar a igreja de San Martino. Ele nos levou ao interior dela e lá encontramos outro baiano, Paulo, cuja história era idêntica à de seu companheiro.



Eles nos explicaram o trabalho que realizam há dois anos na igreja. Primeiramente rasparam todas as paredes internas para retirar a pintura para encontrar a original; depois removeram os resíduos com materiais apropriados e finalmente, com aquarela, restauraram totalmente a pintura das paredes e do teto tomando cuidado para serem fiéis ao desenho original.

Tudo ficou como novo, graças a esses dois competentes brasileiros que nos deram uma aula sobre restauro, descrevendo e mostrando detalhes e minúcias interessantíssimas do trabalho.

Toda a parte externa do prédio da igreja foi raspada, porque a pintura feita com material inadequado, não deixava as paredes “respirarem”. Ganhou revestimento de uma tinta especial e ela teve o telhado trocado, bem como toda a parte elétrica e hidráulica, num projeto que custou um milhão e novecentos mil euros. (Coincidentemente, tudo o que precisa ser feito na nossa Matriz do Patrocínio e até o custo do projeto é semelhante.) Saímos dali culturalmente enriquecidos.


Um exemplo de preservação das tradições é o Coro Trentino Sosat, que fez uma apresentação especial para nosso grupo em sua sede social, um prédio do século dezessete. Fundado em 1926 e tendo se exibido em mais de um mil e quinhentos concertos na Itália, em países da Europa e América , o grupo composto de vinte e nove homens conserva, valoriza e difunde o canto popular alpino. Cantam sem acompanhamento (à capela) e muitas de suas músicas falam dos Alpes. O Trentino tem uma tradição musical muito grande e nas suas duzentas e vinte e duas cidades há grupos musicais tradicionais, especialmente coros.
foto de Marilda Rossetto Migliorini

Outro grupo musical que se apresentou especialmente para nós foi o Abies Alba, fundado em 1978, por causa do desejo de seus integrantes em retomar o folclore de matrizes celtas. Em 1991 o repertório se voltou às músicas tradicionais alpinas do Trentino e o seu próprio nome demonstra uma forte ligação com as terras do lugar: abies alba é um pinheiro muito encontrado na região. Os instrumentos e as músicas que tocam e cantam são típicas da tradição trentina e algumas fazem parte do repertório popular de outras regiões italianas.


Como se constata tudo se remete às raízes, às origens e preservar faz parte da vida e do cotidiano. Há muito mais o que contar e isso fica para o próximo texto.

Mais informações sobre a viagem em http://amigosnaitalia2010.blogspot.com

segunda-feira, 5 de julho de 2010

JANELAS - ASSIS

Assis, cidade fantástica, maravilhosa, com um ar místico, mágico. Cidade das lindas janelas. E de Francisco, o Santo, dos bichos, da natureza e dos homens que franciscanamente, amam a natureza e os animais.












quinta-feira, 1 de julho de 2010

DA JANELA DO ÔNIBUS II - VAL DI NON

O Val di Non visto da janela do ônibus.
O Val di Non é o principal vale do Trentino e as maçãs produzidas nessa região são famosas pelo sabor. Há cooperativas que produzem e comercializam essa fruta, sendo que a da marca Melinda é exportada para o mundo todo. O vale é hoje muito rico e no passado, passou por grande dificuldades.
Neste link há vários vídeos interssantíssimos sobre o vale e no segundo deles há um trecho que mostra o lago Smeraldo totalmente congelado.http://www.valledinon.tn.it/
Há também fotos de lugares nos quais estivemos.